uma fragilidade simples

30 03 2008

precisaria enxergar para poder ver qualquer coisa que não fosse aquele sentimento que carregava em si. aquele que ocupa sua mente neste exato agora.

precisaria entender para não deixá-lo à toa? mas é necessário força para cuidar dessa dor de existir. alma penada, me empresta suas penas? presenteia-me com tuas angústias, pois minhas reação é reprimir. quero permitir-me a vulnerabilidade.

olhar de longe é perceber-me sendo. quem tem medo de alma penada?





não sou nada além das palavras que você está lendo

13 03 2008

ela falece no seu sonho lúcido
espio, assusto
mas não a qualquer custo

eu vendi minha alma na esquina
quando o significado avançou o sinal
eu quis derrotar o sono na pia
mas me vomitei como se me fosse faltal

estraguei teu eu que eu tinha
borrei minha única fantasia
saltei da última aventura
pra agora ou nunca
transgredir-se em loucura

os primeiros olhos serão dela
(não há mais interlocução)
quando sentir minha pele queimar.
só que esse agora de agora
não é mesmo qu’ela podia conjugar.
embora
não
era
ela
ela





5 03 2008

estudando-o-inferno

explorando pra tê-lo por perto
julga-se esperto, espero
por enquanto, nada passa de superstição
e vc pára de adivinhar tdas as afirmações
parabola de gestos
pára a bola, eu sou um inseto
a mosca no mosaico de dúvidas
que transbordam no teu copo com gelo