que mortes a gente sempre morre
ou insiste em morrê-las sem saber
plantamos árvores para que suas sombras
encubram, desencurralem… sobra vergonha
não recebo visitas em meu cemitério
minha dor não é assistida
não deixo-a passar percebida
se faço velórios ou missas, isso é misterio
sou labirinto e sou esquecido
sou cegueira vista dialogando consigo
quem pode ver a mim?
arma carregada, louco, cheio de espadas
sou minhas tantas feridas de jornada
sem que se tenha fim





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