mercadoria esgotada

15 04 2008

pra todas as horas em que
eu mesmo não aturo
o som da minha voz
e tento ser mudo
na expectativa de calar ambém
o pensamento atroz
consome e corrói
o que nã vai além
de mim

pra quem eu digo sim
não me responda amém
só o horizonte pode consentir
ir-se em frente
se é longe, não sente
sendo perto… mente!
proque é preciso ensurdecer um armazém de mins






velório?

10 11 2007

que mortes a gente sempre morre
ou insiste em morrê-las sem saber
plantamos árvores para que suas sombras
encubram, desencurralem… sobra vergonha

não recebo visitas em meu cemitério
minha dor não é assistida
não deixo-a passar percebida
se faço velórios ou missas, isso é misterio

sou labirinto e sou esquecido
sou cegueira vista dialogando consigo
quem pode ver a mim?

arma carregada, louco, cheio de espadas
sou minhas tantas feridas de jornada
sem que se tenha fim