dia do homofóbico enrustido

19 08 2011

Sacada engraçada e inteligente da MTV

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12 07 2011

É essa delicadeza que me faltava e, portanto, tbm em impedia de escrever ou compartilhar qualquer pensamento que fosse. Esse vídeo tem uma sutileza tamanha. De quem descobre uma novidade, se surpreende e, então, e volta à jogar ping-pong.

Estou atrás dessa sutileza porque tudo me assusta demais no mundo.





porta do sol

27 05 2011

Puerta del Sol 15Maio

Puerta del Sol

 

 

 

 

 

 

Es fundamental no reaccionar antes las agresiones físicas y/o verbales

Intoxicados de mentiras

Pasilo





e se a solução fosse o caos?

27 05 2011

Nosso sonhos não cabem em urnas

Essa coisa da espanha me fez pensar no porque a volta aos Direitos Humanos agora. Trabalhei com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), hoje uma conquista antiga, mas, na época, em 2004, o Estatuto completava a maioridade e sua aplicação ainda era falha, seus mecanismos pouco eficiente, suas metas irreais. Garantir Direitos significa mudar os homens, porque são eles quem precisam tratar-se de maneira igualitária. Querem, entretanto ter o direito à liberdade de expressão, por exemplo, e aprovam proibições à atos e falas. Punem a discriminação, sem educar para a boa convivência. Instruem-nos nas normas, sem explicá-las de maneira prática. Como funciona os quando se quebram os contratos sociais nas escolas? Professores e Pedagogos deixam muitos sair impunes, tolerando casos infantis de agressões psicológicas e físicas. as crianças não são ensinadas para a inserção no mundo, apenas entregam-lhes regras às quais exige-se que cumpram-nas. Às vezes sob pena física, a qual, desde o ECA, já estava proibida por lei. O que é a norma? Para que punir se, para aprender, é ir além e ensinar? Deve ser só desencargo de consciência da justiça, e das pessoas que a chama com letras maiúsculas e palavras difíceis, esquecendo-se do primordial.

O worldrevolutuion está sendo promovido. Significa que a nossa safra tá melhor agora. Ninguém tem tempo de protestar, debater. O dinheiro que compra a cerveja paga a quietude popular. Por isso que Lula gerou emprego, deu comida. Sabe de que ideologia desse fome zero começo a suspeitar? “Não se fala de boca cheia”. Foram duas patadas de Dilma agora. A gente vai ficar calado?





recife resiste!

27 05 2011

Inspirados na manifestação espanhola que vem tomando o mundo desde a segudna semana de maio, o Brasil adere hoje aos gritos por Democracia Real Já. O blog Recife Resiste está divulgando o evento A Rua é Nossa, derivada do projeto Tomma la Calle, também chamado de 15M ou A Revolução Espanhola. O protesto vai acontecer simultaneamente aqui, em São Paulo, no México, Espanha, Portugal, Grécia e mais uma cavalada de gente espalhada pelo mundo que também está insatisfeita com a ideologia política social e econômica aos quais os governos fazem a gente se submeter.

Foi em Madrid, onde a manifestação começou a ganhar o mundo. Iniciado dia 15 de maio. Sete dias depois quase mil pessoas quase 20 mil pessoas estavam acampadas em frente a

Convocação – Tomem as ruas!

O início das manifestações: 15 de maio (Puerta Del Sol de Madrid)

Depois de dois dias, ninguém parou de gritar.

Ainda que proibidos pelo governo de continuar a manifestação durante as eleições no domingo, os manifestantes ainda estavam acampados na Puerta del Sol.

Bofetadas de sinceridade. Depoimentos recolhidos durante o Quinto dia seguido de manifestações públicas

20 de maio: Véspera das eleições.
“na esperança de que isso surta realmente algum efeito na política, na sociedade e no mundo”. Os manifestantes somavam mais de 20 mil pessoas.

Grito silencioso Em respeito ao dia das eleições a organização do evento não convocou ninguém às ruas, silenciando o movimento organizado. Entretanto, por decisão individual dos que participavam do ato público, as ruas continuaram tomadas. O PP (Partido Popular) arrasou o PSOE (Partido Socialista Operário da Espanha) em todo o país nas eleições.

Mas os resultados eleitorais parecem não preocupar muito os revoltosos. “Nem sequer estou seguindo os resultados e dá no mesmo quem ganhe, porque não haverá muita diferença”, comentou um dos indignados. O 15-M continua forte por, pelo menos, mais uma semana.

Na Espanha o movimento se disseminou por Coruña, Albacete, Algeciras, Alicante, Almería, Arcos de la Frontera, Badajoz, Barcelona, Bilbao, Burgos, Cáceres, Cádiz, Castellón,Ciudad Real, Córdoba, Cuenca, Donosti, Ferrol, Figueres, Fuengirola, Granada, Guadalajara, Huelva, Jaén, Lanzarote
La Palma, León, Las Palmas de Gran Canaria, Lleida, Logroño, Lugo, Madrid, Málaga, Menorca, Mérida, Murcia, Ourense, Oviedo, Palma de Mallorca, Pamplona, Plasencia, Ponferrada, Puertollano, Salamanca, Santa Cruz de Tenerife, Santander, Santiago de Compostela, Sevilla, Soria, Tarragona, Toledo, Torrevieja, Ubrique, Valencia, Valladolid, Vigo, Vitoria – Gasteiz e Zaragoza.

Além da Espanha, em Portugal (Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e Braga), Irlanda (Dublin), Holanda (Amsterdam), França, Inglaterra, México e Brasil estão aderiram ao movimento.

A crise instaurada na Europa começou em 2008, quando o PIB nacional caiu 5 pontos percentuais. A espenha chegou índices negativos de crescimento, atingindo um nível de desemprego genralizado, que atingiu o percentual de 44% entre os mais jovens.

Um comunicado publicado no perfil do facebook do movimento madrileño há quase hora já foi curtido por mais de 3 mil pessoas. O movimento se reúne hoje novamente pra tomar as praças de várias cidades em muitos países em quase todos os continentes.

Esse é também um chamado. Apareça hoje na praça do Derby às 18h. Leve alguém com você!





escola para gays

27 05 2011

Todos os colegas gays que eu tive no colégio eram extremamente discriminados pela grande maioria da turma, assim como os professores. Por não saber lidar com meus desejos e pelo medo de sofrer a mesma violência eu também pratiquei homofobia. A transformação da vergonha em orgulho é um processo que dura a vida toda e só acontece com apoio de outros.

Quero saber, portanto, o que os vídeos que faziam parte do kit que promoveria o fim da homofobia nas escolas tem de tão nocivo.

ENCONTRANDO BIANCA

PROBABILIDADE

TORPEDO

“Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, a cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil.

Uma forma essencial de fazer isso é através da educação. E por este motivo o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Entre estes são os resultados de diversos estudos realizados e publicados no Brasil na última década.

A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela UNESCO e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.

O estudo “Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas”, publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula.

A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual e identidade de gênero.

A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação.

Estas e outras pesquisas comprovam indubitavelmente que a discriminação homofóbica existe na sociedade é tem um forte reflexo nas escolas. Eis a razão e a justificativa da elaboração do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia.

Com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração.

Em resposta às críticas ao kit, informamos que o material foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa” (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). Todos os vídeos do kit tiveram classificação livre, revelando inquestionavelmente as mentiras, deturpações e distorções por parte de determinados parlamentares e líderes religiosos inescrupulosos, que além de substituírem as peças do kit por outras de teor diferente com o objetivo de mobilizar a opinião pública contrária, na semana passada afirmaram que haveria cenas de sexo explícito ou de beijos lascivos nas peças audiovisuais do kit.

O kit educativo foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.

Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, como base em informações científicas, que o material está perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destina.

Os direitos humanos são indivisíveis e universais. Isso significa que são iguais para todas as pessoas, indiscriminadamente. Os direitos humanos de um determinado segmento da sociedade não podem, jamais, virar moeda de troca nas negociações políticas. Esperamos que a suspensão do kit não tenha acontecido por este motivo e relembramos o discurso da posse da Presidenta no qual afirmou a defesa intransigente dos direitos humanos.

Esperamos que a Presidenta Dilma mantenha o diálogo com todos os setores envolvidos neste debate e que respeite o movimento social LGBT. Da mesma forma que há parlamentares contrários à igualdade de direitos da população LGBT, há 175 nesta nova legislatura que já integraram a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, e que com certeza gostariam de ter a mesma oportunidade para se manifestarem em audiência com a Presidenta, o mais brevemente possível.

A Presidenta Dilma tem assinalado que seu governo está comprometido com a efetiva garantia da cidadania plena da população LGBT, por meio das ações afirmativas de seus ministérios. Na semana passada, na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a ABGLT foi recebida por 12 ministérios do Governo Dilma, onde um item comum em todas as pautas foi o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Também na semana passada, por meio de Decreto, a Presidenta convocou a 2ª Conferência Nacional LGBT. Porem, com a atitude demonstrada no dia de hoje acreditamos estar na contramão dos direitos humanos, retrocedendo nos avanços dos últimos anos. Exigimos que este governo não recue da defesa dos direitos humanos, não vacile e não sucumba diante da chantagem e do obscurantismo de uma minoria perversa de parlamentares e líderes fundamentalistas mal intencionados.

Esperamos que a Presidenta da República reconsidere sua posição de suspender o kit do projeto Escola Sem Homofobia, para restabelecer a conclusão e subsequente disponibilização do mesmo junto às escolas públicas brasileiras do ensino médio. Esperamos também que estabeleça o diálogo com técnicos e especialistas no assunto. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que nossa disposição neste sentido seja retribuída o mais rapidamente possível, sendo recebidos em audiência pela Presidenta Dilma e pela Secretaria-Geral da Presidência da República e que a mesma reveja sua posição.”

Nota publicada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais





preciso respeitar o preconceito alheio

27 05 2011

O Estado é o mediador das relações sociais. Sua função seria a de regular as atividades dentro da sociedade. Teria como papel se interpor entre os indivíduos, controlando os conflitos não solucionados entre eles.

O que não percebemos é que, para trazer a paz, promover acordos e cumprir com as leis, o Direito assume uma posição de neutralidade que, na verdade, não existe. O Direito mistifica seu processo política justuficando-se através da cegueira da Justiça.

Essa justiça só se cumpre para quem é pobre, negro, homem e jovem. e, para eles, a cadeia é a Universidade do Crime.

A proposta da PL-122 é de que a discriminação aos homossexuais seja criminalizada da mesma maneira que a discriminação de cunho racista e religioso.

Muito se discute sobre a ampliação das formas e fôrmas de criminalização, alguns defendendo a idéia de que o ideal seria ter um Código onde minimamente o Estado interferisse na vida dos indivíduos. Ora, onde seria possível a aplicação desse ideal teórico, é o que pergunto-me diante de tanto blá-blá-clá utópico.

E venho com mais utopia responder à questão. Trata-se de imaginar um mundo educado. Uma sociedade onde as pessoas conseguem se relacionar uma-a-uma. É aí onde nós, pessoas, precisamos entrar em ação. Adianta ir ás ruas gritar? Serve de que espalhar panfletos? Porque estão dando a cara à tapa?

É preciso respeitar o preconceito alheio. Eu defendo isso e muito gente pode até me condenar e contra-argumentar. Vou respeitar, porque essa é a minha posição e isso mudou a forma como trato o mundo e o tratamento que recebo de volta. Nunca exigi respeito, porque não precisei ainda.

Um homem negro visitou a Faculdade de Direito para ir assistir à palestra e contou, durante o debate que está disponível online, que se sentiu de certa maneira discriminado pelo fato de o segurança, também negro, suspeito que também pobre, o ter abordado questionando-o a respeito de sua ligação com aquela faculdade.

Ora, sou branca, sócia de um bar em Boa Viagem, por não ter ido muito arrumada ao mesmo local, às vezes aparentar ser lésbica até no jeito de andar, percebi olhares estranhos do mesmo segurança. Pressenti algo quando o vi levantando-se da cadeira. Não esperei nenhuma abordagem. Cumprimentei-o com um boa-noite bem educado, como se eu o tivesse procurado, disse-lhe meu nome e o motivo da minha visita ao estabelecimento. Solicitei orientação sobre o local do evento ao qual me dirigia e, ao sair, o cumprimentei novamente. No segundo dia, ao chegar na faculdade, ganhei de volta um sorriso.

A perspectiva e a atitude mudam um cenário que poderia ter sido completamente diferente. Não acredito que o Estado vá conseguir regular essas relações sociais. Esses detalhes de convivência que não se configuram exatamente crimes, mas em que pode transparecer atitudes criminosas.

É preciso educar para atitudes diferentes. É preciso respeitar o preconceito alheio sem calar-se diante das atrocidades geradas pela discriminação e intolerância que ele propaga. Respeite sem permitir ser desrespeitado.

Abaixo segue alguns links do áudio gravado quinta à noite do último painel que integrou a grade de programação da Semana De Estudos Sobre Criminologia e Direitos Humanos, promovido pel Núcleo de Assessoria Jurídica Popular / Direito Nas Rua (NAJUP) que aconteceu de segunda a quinta dessa semana (23-26/05) na Faculdade de Direito do Recife, Auditório Tobias Barreto.

Fala inicial de Roberto Efrem, professor do curso de direito da UFPB e fundador do NAJUP, sobre a Pl-122, Projeto de Lei que criminaliza a homofobia.
http://soundcloud.com/dguarana/roberto-efrem
Fala inicial de Benedito Medrado, doutor em psicologia e militante do Instituto PAPAI, sobre a PL-122, Projeto de Lei que criminaliza a homofobia.
http://soundcloud.com/dguarana/benedito-medrado

http://soundcloud.com/dguarana/debate-sobre-pl-122








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