sobre o lago em que me afoguei

10 11 2007

Viajei mares distantes até chegar a mim. Fui no céu encontrar-me com as nuvens com as quais brincava, mas elas se desfizeram quando as toquei. Visitei a Lua durante um sonho bom que acabou em pesadelo quando descobri que não podia fazer dela meu escorrego.

No dia do sonho e pesadelo acordei chorando. Tinha dedos demais e memória de menos para guardar o que se passava comigo. Minha jornada frustava-me a alma, pois tudo que eu procurava sempre se afastava de mim. Eu não lembro se era criança ou adulto, sei que tudo se apresenta como uma época eterna onde nunca me fui, sempre representei-me.

Já obedeci as ordens, guardei as malas. Amarrei meu cabelo numa árvore próxima e mergulhei num lago perto dali para refredcar as idéias. De tudo que me foi contado, nada fez sentido: nem o mundo, nem os outros, nem o presente e, muito menos, qualquer passado. Até que me transformei em horizonte e não tive fim. eu, podendo agora escorregar na lua ou comer as nuvens, optei por conhecer o lago. Encontrei, nele, um pequeno espaço que separava a fantasia da realidade: o querer. Foi essa correnteza que me afogou.

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