sem lápis

12 11 2007

todos os outros são molduras. eu, quadro, pintura, imagem. numa parede opaca do quarto esquecido, me penduro. escondida imagem pouco palatável. quem nela se reconhece? a exposição encontará seu briho sem obras de arte, já que estamos na pós modernidade. sem saber se classifico-me como banal ou singular, espero que alguém veja nada em mim. por que eu, eu quero ver escuridão, quero brotar nas pedras. ser futuro agora e esquecer lembranças depois. não fugir. a verdade é que não sei o que acontece quando me esquivo. não sei de muitas coisas que fingo ser especialista. preciso, agora, enxergar-me como nada. preciso ser nada por instantes. para desestituir as hierarquias. quero me levar àquele quarto onde pendurei essa imagem tosca de mim. tirar a moldura tão barroca e explicar cada pingo da tela.

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