em que epitáfio?

11 02 2008

(inspirado no verso
“O que é um beijo se posso ter teu olhar?”
da música “Malemolência” de Céu)

O esperar me discrimina.
Imagina, então, o fim da linha.

O cruzamento de portas fechadas
é paráfrase de mim
dita pelo porteiro em sua embriaguez
de pedras, facas e espadas
que espelham os sons que te mostrei e
você não quis definir

O que é um beijo se posso ter teu olhar?
O que é um toque comparado à confissão silenciosa trocada entre sorrisos implícitos que deslizam perigosamente para a rua que você me oferece?

é ilação o que subtraio de teu rosto para mim
ressiginicando tuas preferências.
a tolerância está num nível de psicose a implodir.

todas as trilhas
moralmente interditadas
amarguram

minha gramática
fatal mente perdoada
deformarão

fingindo cada um dos lados da cara
superfície

O esperar me discrimina.
Imagina, então, o fim da linha.

a rua, agora, não tem saída
a porta, agora, é liguistica

giro a maçaneta para o lado contrário
abro a porta, o errado mais fácil
saio, o sol também
páro, o braço é amém
além de ninguém, o tácito parado
contato faz, viu alguém. alguém?

era o porteiro embriagado
assassinando com raiva
o espaço bem ao meu lado
onde você não estava

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