a seita -se sins

10 05 2009

Uma voz calma e delicada me deixa alerta. Ainda assim, permito-a que me tome. Invadida pelos sons que não escuto. Desespero. Sem distinguir frases, letras, pontos, pulso de forma latejante.

Como ser isso ou aquilo se por todos os lados é escuro demais pra discernir? De onde surgem as horas nas quais transpiro, em lágrimas, o desconhecido que me invade, na tentativa repelir e reanimar um corpo que não reage: repete sins.

Continua a negociação com o silêncio de forma não democrática. Me perco, afogada. Até não ser possível ouvir nada. Submersa. Troco de silêncio como quem dá pausa. Olho de relance a jornada dos anos, meses, dias, horas. Ciclos de sóis e chuvas. Só na penumbra.

Também reconheço os silêncios nos olhares de elevador sussurando-me os mesmos calendários. Sou o silêncio da pele, que não negocia resistêncicias. Sou forçada a fazê-la calar, enquanto o silêncio, intraduzível, aperta suas rédias para me usurpar.

Não me ilude com assinaturas anuláveis; apenas pactua, tornando-me imperdoável. E aceito sim.

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