raízes abismo asfaltado

10 05 2009

maresia maresia
oceano plano e raso
ondas sem barulho
só os carros
asustam
as ruas imitam o mar
me incitam à eminência da fuga

só putas na rua
lacunas escuras
sanidade é calo;
sabedoria, muda,
semente jogada no asfalto

ser árvore, ser perda
toda galhos
ao redor, acerca
meu cárcere sou eu
de endereço fixo
queimo de tragar
mas trago o espírito
cinzas retalhos
me mato assisto

ser raramente barato
brasa de um baseado
precavido de sim, de som
imitação de indo, vindo

acreditar de novo que existo
é sem fim
faço sons que não escuto

me perdoa, dessa vez eu desisto
não sentir
é um defeito que encubro

eu menti
te convenço a investir
mas esses sons eu não escuto

meus barulhos são instintivos
são sim
você não está seguro?

escutar arde
arranco a raíz
de todos os males
até sangrar que não

mergulhar no sal nao me cura
suja de mim, a maresia sussura
páro no raso
diante do sargaço
minhas raízes de asfalto
me matam

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