a máscara do desejo

22 08 2010

nego à honestidade o gesto mais simples de transparência. não compactuo com nada que venha a ferir um orgulho tão dificilmente conquistado. humildade consignada não tem valor de mercado. carinho à distância não sara. é proibido requerer proximidade, já que o caminho até a confiança é longo. a vida não segue oculta, até agora esteve sujeita à roda que eu empurro e à que me contém.

não violo os surdos desatinos que me fazem estremecer. fico em silêncio. o querer se transforma, e, diante de mim, delinea-se a sua dança. acompanho aos sussuros e imóvel. movimentos estão circunscritos ao tempo e ao espaço. o querer transcede a noção consciente desses limites. e se mostra por inteiro, enquando estremeço. tão fácil quanto fechar os olhos e estou em outro lugar.

é ilegal, mas estou imune. eu sou a porta. as leis e olhares são chaves que me desvendam. quando combinam é como se não houvesse porta em primeiro lugar. perdem-se os muros e limites. para dançar é preciso do mistério do passo seguinte e a segurança no outro. espaço e tempo bem alinhados sem nenhuma incoerência. quem nega a transparência por orgulho não sabe requebrar. e o amor? é ginga e malícia, pode sensualizar.

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