menor que poeira cósmica

23 09 2010

Parafraseando o mundo, construímos uma noção de self. Nos agarramos a um detalhe do todo como se fosse nossa única representação. um corpo, um gosto, um gesto, uma moça, um desejo, um vício. Um pedaço do que existe somos nós. Transformo-me nisto: Acredito, então é! “É!” tudo que acreditamos! E, no entanto, “é!” como se não pudesse ser além disso, como se nada fugisse à consciência ou se nenhum outro tipo de consciência existisse.

Nós sabemos. Nós sabemos que sabemos. Nós sabemos é sobre porra nenhuma! Acreditamos num bocado de besteiras. E nos achamos o máximo por isso. Não acreditamos em mais nada além das nossas crenças. Não concebemos o Universo inteiro, mas sabemos como começou, terminaremos com ele e, ainda por cima, somos os queridinhos do Papai, com direito à eternidade.

Menor que poeira cósmica, nossos deuses de alcançe humano. Impossível vislumbrar a Deus. Somos uma parte indivisível dele. Somos tão imensuráveis quanto os átomos que compõem as células do tecido muscular de um coração que, para funcionar, precisa receber neurotransmissores enviadas por um complexo sistema nervoso, cujo início se dá no cerébro guardado dentro da caixa craniana que fica no topo de um esqueleto que segura um corpo cuja aparência se assemelha a uma foto num documento de identidade onde foram impressas algumas letras.

sou esse texto.

essas letras.

esse papel.

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