anestesia

1 02 2011

não tinha como anotar, mas sonhou que não me via. ajustou-se na cadeira, lembrando os detalhes. a que se referiam tais escolhas? olhou para trás, para ver se ninguém a via também. suspirou aliviada, iludida. a noção de distinção se desequilibra quando sentimos medo ou prazer. ambos tem conotação de intimidade intensa e, às vezes, privacidade. quantos pilares do ego são feitos sob esses mantras? porções desajustadas de cimento, areia e água podem pôr um prédio abaixo.

e percebendo tudo isso, subiu todas as escada se jogou do último andar, alçando vôo. assobiou uma cantiga de ninar, enquanto tudo desmoronava. na preocupação de ter um prédio pronto, não o construiu. não me viu. não teve platéia.

não tinha papel à mesa.

por isso, com asas raras, nada fez com elas. nunca percebeu o valor de si mesma. olhava os lados, com medo. seguia em frente, por trás do sorriso amarelo. seu aprendizado era opaco de sentido. doía engolí-lo.

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