a tradução do silêncio

14 03 2011

o silêncio não precisa de tradução. é o mesmo em todas as línguas. sua semiologia transparece no rosto que o sustenta. pertence a ele o grito das árvores, a curva dos ventos, o pulo para o abismo, o sorriso convalescente trocado entre olhares secretos.

o silêncio abriga quase todos os mistério da alma e das estrelas. sua pose de infinito cruza a fronteira que separa o sentido da ciência. é princípio, é verbo, é droga fortíssima.

ele entorpecente o espírito com sussurando nomes sem letras. sua disritmia artística de música sem compassos, vozes ou cordas pode levar à loucura ou inebriante felicidade. o desespero mais árido é silencioso, assim como o cheiro das nuvens.

o silêncio está harmonia com o que somos, indefinidos, intraduzíveis.

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